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OFICINA BLACK IS BEAUTIFUL: O CINEMA BLAXPLOITATION DE HORROR COM CARLOS PRIMATI E QUEOPS NEGRONSKI - 01 a 04 de dezembro

O curso Black is beautiful: o cinema blaxploitation de horror tem como proposta traçar um panorama do gênero em seu período clássico, enfatizando as obras que difundiram o modo blaxploitation de se fazer terror – com seus personagens clássicos e seus temas mais obsessivos, tais como o protagonismo negro, as alegorias relacionadas aos problemas étnicos, o racismo e a construção de identidades.

EMENTA 

 

Aula 1: Rompendo barreiras e abrindo espaço

01/12 - 20h às 22h

• A representação do negro nos primórdios do cinema hollywoodiano

• Cinema feito na raça: as primeiras produções independentes de horror

• Mantan Moreland e Willie Best: o estereótipo do ‘crioulo’ medroso

• Spider Baby: o fim de uma era em tempos de luta pelos direitos civis

• A Noite dos Mortos-Vivos: Ben, o novo herói trágico afro-americano

• Ganja & Hess: vampirismo, vício, sexo e suicídio num cult obscuro

 

Aula 2: Os monstros canônicos em versão negra

02/12 - 20h às 22h

• Blacula, o Vampiro Negro: a herança maldita do escravagista Drácula

• Blackentein: revisitando o laboratório e reinventando o monstro

• Abby: a mulher selvagem na versão blaxploitation de “O Exorcista”

• A vingança dos mortos: zumbi haitiano e os mortos-vivos de Sugar Hill

• A Fera Deve Morrer: o lobisomem negro num mistério investigativo

• Monstro sem Alma: a versão blaxploitation de “O Médico e o Monstro”

 

Aula 3: Os violentos horrores urbanos raciais

03/12 - 20h às 22h

• A Noite do Estrangulador: racismo, intolerância e vingança extrema

• The Zebra Killer: terror brutal inspirado em crimes raciais reais

• Welcome Home, Brother Charles: o mais excêntrico estrangulador

• O Expresso do Diabo: guerra de gangues e um monstro milenar

• A Vingança de J.D.: possessão sobrenatural e relações abusivas

• Fight for Your Life: conflitos raciais, caos e assassino psicopata

 

Aula 4: O horror negro a partir dos anos 1980

04/12 - 20h às 22h

• O Despertar dos Mortos: o pós-apocalipse dos mortos-vivos

• Grace Jones, Eddie Murphy, Aaliyah: os novos vampiros sedutores

• A negritude de Wes Craven: A Maldição dos Mortos-Vivos e outros

• Candyman, Blade e outros vilões e anti-heróis negros icônicos

• Corra! e Nós: horror com consciência social e racial de Jordan Peele

• Personagens e temas negros no cinema de horror contemporâneo 

MINISTRANTES:

CARLOS PRIMATI

Crítico e pesquisador de cinema fantástico, tradutor e editor, Carlos Primati é curador da Mostra Trash desde 2012. Ministra cursos e palestras sobre horror, ficção científica e fantasia há mais de dez anos, participando de eventos por todo o Brasil e, a partir de 2020, também em formato online. Na Trash/Crash, ministrou cursos sobre Alfred Hitchcock, Pós-Horror e Horror Britânico, iniciando a segmentação temática do gênero que prossegue na edição atual com Horror Blaxploitation. Colaborou em diversas retrospectivas da obra de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, e criou as mostras Horror no Cinema Brasileiro (CCBB e Cinemateca) e Macabros: O Novo Cinema de Horror Brasileiro (SESC), sendo também curador da mostra macaBRo: Horror Brasileiro Contemporâneo (CCBB). É curador do Rio Fantastik Festival desde 2017, onde programa o melhor da produção brasileira em horror e fantasia, e participa de eventos como Fantaspoa, Cinefantasy, Horrorcon e HorrorExpo. É palestrante do projeto Pontos MIS, abordando várias vertentes do cinema de gênero. Também para o MIS (Museu da Imagem e do Som), ministra cursos variados e escreveu os textos da exposição Hitchcock: Bastidores do Suspense, em 2018, colaborando também no catálogo do evento. É organizador, em parceria de Beatriz Saldanha, da antologia Única: Estudos Hitchcockianos, coletânea de artigos inéditos sobre o cineasta Alfred Hitchcock, lançada pelo selo Clepsidra. Pela mesma editora, colabora como tradutor e articulista em obras variadas de literatura fantástica. Escreve regularmente para catálogos de mostras abordando personalidades como Stephen King, George A. Romero, Kirk Douglas, Ruth de Souza, Carlo Mossy e Rodrigo Aragão, além de livros da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), da qual tornou-se membro em 2020.

QUEOPS NEGRONSKI

 

Entusiasta e estudioso do cinema fantástico, Queops Negronski começou a se envolver com o audiovisual na adolescência, quando colaborou no curta-metragem de terror “Frequência Sinistra” (1989), de Ricardo Spencer. Fez parte dos coletivos multimídia re:combo e Media Sana, que produziu o TV no Parque, programa com curtas-metragens do país inteiro gravado ao vivo e exibido em TV pública local e nacional. Foi locutor do programa Baile Black (Rádio Universitária AM), membro fundador do Toca o Terror (site pernambucano especializado em filmes de gênero), organizou a mostra de curtas de horror Onde os Vivos Não Têm Vez, para o Cineclube Doze e Meia, no Centro Cultural dos Correios, e trabalhou nas produções de horror “Domingos” e “Última Puella” (curtas-metragens) e “Suplicium” (série de terror em formato de antologia). Para ampliar seu conhecimento no gênero fantástico, acompanha cursos diversos sobre o tema, incluindo os módulos da UniHorror, projeto online independente comandado por Paulo Biscaia Filho, incluindo os professores Rodolfo Stancki, Marcelo Miranda, Demian Garcia e Michelle Rodrigues, e eventos promovidos pelo MIS (Museu da Imagem e do Som) e Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), sobre o panorama nacional no cinema fantástico. Colaborou no livro O Melhor do Terror dos Anos 80, da editora Skript, uma coletânea de textos sobre filmes de gênero daquela década, e participa de debates online ao vivo sobre temas relacionados ao fantástico, incluindo uma discussão sobre a saga cinematográfica dos zumbis de George A. Romero, dando ênfase aos recortes raciais e sociais das obras do cineasta norte-americano. Mantém, juntamente de Tati Régis, o perfil Meu Filme do Dia, no Instagram, onde o casal recomenda filmes diversos e escreve comentários e opiniões.